A
história dos espetáculos
pirotécnicos começa na
antiguidade, há mais de dois
mil anos, mais precisamente na China,
onde os fogos de artifício, ainda
rudimentares, somente produziam ruídos
e eram massivamente utilizados em solenidades,
comemorações e festejos
populares.
Com o avanço
da ciência e da química,
os fogos foram se tornando cada vez
mais sofisticados, adquirindo cores,
formatos e efeitos especiais extraordinários.
Da China, os espetáculos pirotécnicos
partiram para todo o mundo e, já
na Idade Média, todas as civilizações
da Europa e Ásia fabricavam
seus próprios artefatos pirotécnicos.
No Brasil, existem
registros de espetáculos pirotécnicos,
realizados pelos portugueses, logo
após o seu descobrimento em
1500. Os shows pirotécnicos
atravessaram os séculos e ainda
hoje é um dos espetáculos
mais maravilhosos criados pela a humanidade
e que continua a fazer parte de qualquer
festejo em todo o mundo, utilizando-se
de alta tecnologia que proporciona
uma enorme precisão e segurança.
Os chineses ainda
são os mestres desta arte milenar,
responsáveis por cerca de 90%
de toda a produção mundial
de fogos.
Uma das principais
características do verão
japonês é a incrível
quantidade de Hanabi, festivais de
fogos de artifício, que ocorrem
em todo o país. Segundo os
órgãos oficiais que
licenciam esses tipos de eventos,
de norte a sul do Japão se
pode contar anualmente a ocorrência
de cerca de 7 mil deles. Se forem
computados apenas os grandes, aqueles
que arrastam multidões, a cifra
fica por volta de 300.
Embora sejam já
tradicionais e possuam grande popularidade
no território nipônico,
como indicam os números citados,
os fogos de artifício são
originários de outros países.
O início se deu com o descobrimento
do salitre pelos chineses, aproximadamente
há 2200 anos.
Esse mineral foi
utilizado para produzir sinais de
fumaça como meio de comunicação
à distância, durante
a construção da célebre
Muralha da China. Depois, ele entraria
na composição da pólvora,
resultando na nefasta, porém
revolucionária invenção
da arma de fogo.
No século12,
foram inventados na China os fogos
pirotécnicos utilizados em
celebrações e brincadeiras,
conhecidos entre os brasileiros por
bombinha, comum nas festas juninas.
Os fogos de artifício propriamente
dito, não ganhariam os céus
originalmente pelas mãos dos
chineses.
Outros povos conheceram
a pólvora a partir do século
7, levada inicialmente aos países
islâmicos através da
Estrada da Seda e posteriormente chegando
à Europa. Foi por esta via
que na Itália, mais especificamente
em Florença, durante uma festa
dedicada a São Giovani, no
século 14, que pela primeira
vez se registrou a utilização
dos artefatos pirotécnicos
coloridos, porém ainda não
eram os do tipo que se lançam
no céu.
Em seguida seria
a vez da Inglaterra de incrementar
a técnica da produção
dos fogos, constando que o rei britânico
Charles V chegou a admitir um artesão
especificamente para produzi-los e
dispará-los para o alto a partir
de um barco flutuando no rio Tamisa,
por ocasião de grandes celebrações.
O rei James, no século 17,
até criou uma instituição
de pesquisa dedicada ao desenvolvimento
dos fogos artificiais.