A QUÍMICA DOS FOGOS DE ARTIFÍCIO
 

Produto muito utilizado como artigo de festas para as comemorações de natal, reveillon e festa junina.

A pólvora negra nada mais é do que uma mistura de salitre (nitrato de potássio), enxofre e carvão, que foi um grande e importante desenvolvimento na história da humanidade.

Esta descoberta, atribuída aos chineses é aparentemente inferior ao ano 1000 d.C., sendo o povo chinês também responsável pelo desenvolvimento dos fogos de artifício.
A aparição da pólvora negra na Europa é datada por meados de 1300, sendo que em meados do século XVIII as reformulações e métodos de preparação de fogos de artifício já eram, em boa parte, o que ainda usamos.

Em um fogo de artifício são vários os componentes importantes.

Inicialmente, há que estar presente um oxidante e, nos dias de hoje usam-se per clorato de potássio (KClO4), altamente explosivo, ou clorato de potássio (KClO3) além do nitrato de potássio.

Os sais de potássio são usados preferencialmente no lugar dos de sódio, pois estes são bastante higroscópicos, isto é, absorvem água da atmosfera, espontaneamente, sendo assim eles não ficam secos quando estocados.

Os sais de sódio também emitem intensa luz amarela quando aquecidos, sendo a luz tão forte que encobre as outras cores emitidas.

O per clorato de potássio é, em geral, mais seguro de usar que o clorato. O problema é a dificuldade de obtenção do sal no comércio.

Na América do Norte, o único fabricante de per cloratos prepara o per clorato de amônio, o oxidante dos foguetes propulsores do ônibus espacial.

Em cada lançamento do ônibus espacial consome cerca de 700 toneladas de NH4ClO4, quase o dobro do consumo anual de KClO4 na indústria de fogos de artifício.

É possível então que esta indústria tenha dificuldades de encontrar o KClO4 suficiente se forem freqüentes os lançamentos (ou se a fábrica de per clorato de amônio for inativada, como já aconteceu, em conseqüência de explosão).

O aspecto mais notável dos fogos de artifício são as cores e os clarões. A luz branca é produzida pela oxidação do magnésio ou do alumínio a alta temperatura e, os clarões ofuscantes nos concertos de bandas de rock são de misturas de Mg e KClO4. A luz amarela é a mais fácil de obter, pois os sais de sódio emitem-na intensamente.

Os fogos de artifício, geralmente, contêm sódio na forma criolita, Na3AlF6, que não é higroscópico.

Os sais de estrôncio usam-se para luz vermelha e a luz verde é dos sais de bário, como o Ba (NO3)2. Observe bem, ao olhar o espetáculo de fogos, a cor azul. Verão bem poucos, pois é a mais difícil de conseguir. A melhor maneira de se obter é a partir da decomposição do cloreto de cobre (I) a baixa temperatura, mas os especialistas em pirotecnia continuam a buscar azuis melhores e mais brilhantes.

 
 
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